Automobilismo Tupiniquim

Embora Tupiniquim, originalmente, seja referência ao grupo indígena brasileiro pertencente à nação Tupi, Tupiniquim é utilizado na linguagem popular para designar o que é brasileiro.

Com uma indagação inicio o post de hoje: Tem andado o automobilismo brasileiro? Para frente ou para trás?

Por ser sábado, o post será mais curto, afinal, é apenas um texto para ler antes de sair, ou depois de chegar da igreja, festa, balada, bar, do futebol…

Para simplificar mais ainda, nosso papo se dará em torno de Giuliano Losacco, campeão da Stock Car em 2004 e 2005, ou seja, o assunto é sobre um bicampeão de uma das maiores categorias nacionais.

Giuliano tenta correr corre pela equipe Bassani Racing em 2012 e, juntamente com Felipe Maluhy (99 provas na Stock Car), recebeu uma notícia um tanto quanto chata nesta semana: Não teria carro para correr na etapa do Rio Grande do Sul, no Velopark, pois sua equipe não fechou o orçamento necessário para essa corrida. Ora, automobilismo é, sem dúvidas, um esporte caro, mas deixar de alinhar o carro no grid por falta de dinheiro é uma situação um tanto embaraçosa, dado, inclusive, as notícias de que o Brasil está subindo nos rankings das melhores economias do mundo.

A situação só fica mais feia quando se analisa a situação da categoria (Stock Car) em 2012 num comparativo com 2011. Neste ano, todas as etapas serão televisionadas pela TV Globo, o que não ocorria em 2011. A transmissão ao vivo facilita a obtenção de patrocínios para as equipes, visto que a visibilidade da marca se torna muito maior, se comparada ao compacto, costumeiramente exibido em 2011.

Ou seja, numa análise resumida tem-se um piloto bicampeão da categoria, numa categoria que possui doze corridas na temporada, com transmissão ao vivo pela TV Globo, sem dinheiro para competir. É… Vai bem automobilismo tupiniquim…

Não foi a primeira vez que isso aconteceu no automobilismo brasileiro; Infelizmente creio que não será a última.

Qual o motivo do desinteresse das empresas no automobilismo? Será que o alto custo para o público nos autódromos, e consequente pequeno público nas arquibancadas, gera ineficiência publicitária?

Perguntas que muitos fazem e que quero compartilhar com vocês…

André Ribeiro

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